terça-feira, 8 de setembro de 2009

De Cabeça Para Baixo

Respeito,solidariedade,bondade.
Aonde foram parar essas palavras que parecem estar extintas do vocabulário da humanidade?
Estresse,vida agitada,falta de tempo.São mesmo motivos suficientes para se “perder a cabeça” e agredir o próximo?
Bater,bater até ver sangue na face do outro. Que prazer é esse?
Como diz Nando Reis na canção Relicário: “o mundo está ao contrário e ninguém reparou?”
Sou professora da pré-escola,e existe um texto do Pedro Bial, que diz que tudo o que precisamos saber realmente, está na pré-escola.É claro que no decorrer da vida, essas coisas precisam continuar sendo trabalhadas.Coisas do tipo:arrume sua bagunça,ajude o amiguinho,não bata no colega e se fizer,peça desculpas.Não pegue as coisas dos outros,peça emprestado.E outras coisas mais.Aonde se escondem tais valores depois que a criança cresce?A escola tem sim, o papel da educação formal.Entretanto, a educação informal, é papel da família.Papel este que parece estar sendo esquecido pela maioria delas.
Se passo por cima de um erro do meu filho sem intervir,eu não o estou educando.Se fecho os olhos para uma mentira do meu filho,eu não o estou educando.Se disponibilizo ao meu filho apenas valores materiais, e coloco esses valores como prêmio ou condição, eu não o estou educando.
Se o mundo está ao contrário e os valores se inverteram: e agora,quem poderá nos defender?

(Luana R. Martins)

Um comentário:

junior disse...

Belo texto. Vc tem razão, estamos extinguindo nossos sentimentos, pois vivemos num mundo que está nos tranformando aos poucos em máquinas, e adjetivos como solidariedade, bondade e respeito, estão sendo subistituido por antonitos como ganancia, indiferença, solidão, isso mesmo solidão, pois sem perceber estamos todos nos isolando em nossos mundos, a internet, e outras inovações tecnologica, são umas dessas culpadas, mais principalmente pelo fato de quando chegamos a vida adulta, somos forçados a participar do canibalismo capitalista para sobrevivermos a esse mundo, e aos poucos vamos esquecendo das virtudes, e da inocência de nossas infancias. Por isso vejo com apreensão o que o mundo está virando e tenho receio do que será de nossos filhos, nesta Terra que está se tranformando num inferno