terça-feira, 12 de abril de 2011

Para Pensar e Principalmente Agir!

Terça-feira,dia 12 de abril.
Fazem cinco dias que ocorreu o tão falado e apavorante massacre de Realengo,mas parece que só agora,caiu a minha ficha sobre isso e pude organizar mais ou menos minhas ideias para então, tentar falar sobre algo que mais parece um pesadelo.
Atualmente,sou professora na rede pública no município de Iguaba Grande(RJ), e é claro que me encontro chocada com tanta violência.Mas ao mesmo tempo,tento buscar a origem de tudo isso.Então,nesses cinco dias,estive refletindo:esse jovem assassino passou pela escola e junto dela,vários professores.Esse jovem tinha também uma família,com suas complicações,mas quem não as tem?Umas mais e outras menos,mas todos temos.Onde estão as duas maiores instituições de nossas vidas?Nos bastidores?Estarão as famílias e as escolas fechando os olhos diante dos sinais dados por nosso filhos e alunos? O que tem feito essas instituições na verdadeira educação de um ser humano?
Esse fato isolado(por enquanto),não é culpa do Estado,nem da portaria das escolas e tão pouco,da diretora da instituição onde aconteceu tamanha tragédia.A falha,o rombo,seja lá qual for o nome,é muito mais antigo,vai muito mais além.A cada dia,encontramos cada vez mais famílias desestruturadas, onde a mídia é frequentemente a babá e os jogos e computadores,são a chance de tempo livre dos pais que por sua vez,estão muito ocupados para prestar atenção no que acontece à sua volta.
As escolas apresentam um ensino cada vez mais sistematizado,padrão e nada cativante,formando alunos passivos e robôs.Professores cansados,estressados,desestimulados e de uns tempos pra cá,muito assustados.Onde queremos tocar nossos filhos e alunos?Na ambição ou no coração?
Basta!Vamos encarar tal acontecimento como um alerta e entrar urgente num processo de humanização dos humanos.Que daqui por diante,nunca mais aquele aluno que se senta no fundo da sala,mostrando-se apático e que aparentemente não dá trabalho por ser calado,na dele,passe despercebido.
Chega de rotular nossos alunos e filhos como estranhos,isolados,problemáticos ou apáticos.
Até quando passaremos pela vida do outro sem percebê-lo,sem enxergá-lo?


(Luana Martins)

3 comentários:

fabionikit disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Rita Medeiros disse...

Façamos então a revolução silenciosa da educação! Será que ainda podemos? Temos coragem?

Hadnan disse...

Assino embaixo!